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Juros futuros fecham praticamente na estabilidade, com atividade fraca

05/05/2019
Artigos


SÃO PAULO -  O cenário atual tem imposto uma faixa de variação estreita para os contratos futuros de juros, que mostram pouca mudança nas taxas inclusive em momentos de estresse. Essa dinâmica marcou esta segunda-feira (6) e, mesmo com a forte aversão ao risco no exterior, diante das disputas comerciais entre Estados Unidos e China, os investidores não colocaram prêmio nos DIs.

Marcos de Callis, estrategista de investimento da asset do banco Votorantim, vê aspectos limitando tanto a alta quando a queda dos juros. De um lado, a atividade muito fraca impede que a curva a termo tenha um movimento de alta mais pronunciado mesmo em momentos de estresse. Por outro, a inflação momentaneamente pressionada impede que os contratos apresentem forte queda nas taxas.

"Temos a atividade vindo muito fraca, mas alguns choques de oferta começam a chamar atenção, como o de alimentos, do petróleo, o câmbio mais desvalorizado. O Banco Central fica no impasse, vê a economia fraca, mas tem dificuldade de cortar os juros", explicou. "Enquanto os modelos não mostrarem a inflação de 2020 muito abaixo da meta, o BC deve optar pelo conservadorismo", completou.

Luiz Laudisio, trader de renda fixa da Renascença, reitera a leitura. "Como a atividade está bastante fraca, a curva de juros local não tem muito espaço para fortes aberturas nas taxas, principalmente na semana que temos decisão do Copom e comentários que podem indicar quais os próximos passos do colegiado após os dados decepcionantes", afirmou.

Selic
Na quarta-feira (8) deve ser anunciada a decisão de política monetária do Copom e a expectativa praticamente unânime do mercado é de manutenção da Selic em 6,5% ao ano. A decisão será tomada após os dados fracos da produção industrial, publicados na semana passada, que seguem uma série de dados ruins nos primeiros meses do ano. O ambiente fomenta a discussão sobre a possibilidade de corte de juros e torna mais difícil o movimento de alta das taxas, mesmo quando o noticiário internacional é negativo.

Os mercados globais estão, nesta segunda, sob o impacto da nova ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumento de tarifa de importação de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses a partir da sexta-feira (10). O anúncio foi feito a apenas três dias da retomada das negociações comerciais entre ambos os países em Washington, nesta quarta. 

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2020 registrou taxa de 6,44% (de 6,47% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 anotou taxa de 7,05% (de 7,06% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 fechou a 8,68% (de 8,68% no ajuste anterior).

(Daniela Meibak | Valor)



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